Livros

Opinião da Mac “Fiquei com seu número” de Sophie Kinsella

Título Original: I’ve got your number
Autora: Sophie Kinsella
Gênero: Chick-Lit
Ano: 2013
Páginas: 464
Editora: Record
Tradutora: Regiane Winarski

O gênero Chick-Lit é dito e julgado negativamente como um “livro de mulherzinha”. Seria uma boa definição se não fosse usada para desqualificar uma literatura famosa e de qualidade. Nesses livros o mundo feminino e a mulher são descritos de modo independente, com glamour (ou nem tanto), empregos, homens, filhos, casa e de tudo mais um pouco.

E a escritora Sophie Kinsella é uma das Rainhas desse gênero. Sim, apenas uma, porque o patamar está cheio delas.
Muitas leitoras descordariam que esse livro é bom, mas foi uma das melhores leituras que já li do gênero. Então nesse post de opinião vou defender a protagonista com nome mais bobo do mundo: Poppy Wyatt.

PS.: Em apenas uma coisa eu concordo com as outras leitoras: a autora errou feio no nome dessa protagonista…

Poppy está noiva de um cara praticamente perfeito: bonito, inteligente e bem sucedido profissionalmente. Mas ela está prestes a enlouquecer de preocupação. Poppy estava num hotel fazendo uma comemoração do noivado com as amigas quando o alarme de incêndio toca e no meio de toda confusão, o seu anel de noivado está perdido em algum lugar ou com alguém.

Mesmo tendo ficado quase em pânico, ela conversou com as faxineiras e com a gerência do hotel, então logo logo em alguma hora, alguém vai ligar para ela falando que o importantíssimo anel da família do seu noivo foi encontrado.
Mas para piorar tudo, logo que ela sai de dentro do hotel, seu celular é roubado!

Pensando apenas em como o hotel vai entrar em contato com ela quando achar o anel, ela precisa urgente de um celular. E pode chamar como quiser: destino, coincidência ou apenas sorte, ela acaba encontrando um celular na lixeira em frente ao hotel. É um celular novinho e funcionando, contém apenas um adesivo da empresa White Globe.
Como “achado não é roubado” Poppy decide ficar com o celular como se sua vida dependesse disso. Entra de novo no hotel para dar o novo número se alguma novidade aparecer.

Num surto, ela atende o celular e conversa com Sam Roxton, que não está nada feliz de não saber quem é a mulher do outro lado da linha que está com o celular da sua assistente (agora ex-assistente).
Mesmo bravo e grosso sobre alguém ficar com o celular que pertence à empresa, os dois acabam fazendo um acordo de que Poppy irá enviar todas as mensagens e e-mails que receber diretamente para o celular de Sam.
O que nenhum dos dois podem imaginar, é que essa simples interação virtual vai acabar se transformando num aprendizado gigante para os dois.

“-Perdi meu anel de noivado. – Mal consigo suportar falar em voz alta. – É muito antigo e valioso. E depois meu celular foi roubado, e fiquei completamente desesperada, então passei por uma lata de lixo e ele estava lá. No lixo – acrescento para dar ênfase. – Sua assistente jogou o aparelho fora. Quando uma coisa vai para a lata de lixo, é pública, sabe? Qualquer um pode ficar com ela.
-Que papo furado – responde ele. – Quem te falou isso?
– É…é de conhecimento geral. – Tento parecer firme.”

Sam e Poppy (pelo telefone)
Página 46

Toda essa história do anel, acaba se tornando um tema secundário na história. O livro começa a focar nos problemas que os dois escondem de si mesmos. Como o inconsciente pensamento da Poppy de querer agradar todos ao seu redor. Ou conformismo de que a família do seu noivo é melhor que ela pois eles possuem certificados de ‘gente intelectual’ nas paredes.
De qualquer forma, tanto Poppy quanto Sam acabam entrando numa amizade de ajuda mútua antes que percebam. Os dois se ajudam de tantas maneiras sutis…

“…Eu só me senti péssima porque a loja inteira pensa que você é mesquinho, quando na verdade você estava me fazendo um enorme favor. Sinto muito. – Eu faço uma careta.
Sam parece perplexo.
– Qual é a importância? Não ligo para o que pensam de mim.
– Ah, deve ligar um pouco.
– Nem um pouco.
Olho para ele com atenção. O rosto dele está calmo. Acho que está falando sério. Ele não liga. Como é possível não ligar?”

Poppy e Sam
Página 143

Poppy é alegre e espontânea mas ao mesmo tempo insegura com as pessoas, mesmo tentando parecer forte. Sam é o cara dos sonhos *suspiros de uma leitora apaixonada*. Ele não é perfeito, mas sendo curto e grosso faz com que a nossa queridíssima protagonista veja ele como um desafio. E logo encontramos um cara bom e preocupado.

Poppy mete o Sam em cada furada, uma pior que a outra. Ela ajuda o homem a ser mais delicado com quem trabalha, Poppy está preocupada em agradar seus sogros arrogantes, trabalhar como fisioterapeuta, encontrar seu anel e organizar seu casamento com uma suposta organizadora de casamentos que joga tudo nas costas da noiva.

Uma coisa bem divertida que a Sophie fez no livro, foi a troca de SMS’s que Sam e Poppy participam e também as notas do rodapés sempre engraçadas feitas pela ‘própria’ Poppy.

Por mais que haja um romance, em todos os livros que li da Sophie Kinsella, ela sempre usou a sutileza como ponto mais forte dos personagens. Nenhum vive apenas para o outro. Tudo rola por um toque, um olhar ou apenas a sensação de pertencer um ao outro. Se o que você espera um é aquele New Adult que contenha no mínimo cenas picantes e íntimas, esse não é o livro que você quer.

Uma leitura leve e gostosa como qualquer outro livro da autora. Recomendo Sophie Kinsella ela é uma das Rainhas do Chick-Lit ♥

Anúncios

2 comentários em “Opinião da Mac “Fiquei com seu número” de Sophie Kinsella”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s