Opinião da Mac – “Puros” de Julianna Baggott

Hey pessoas! Ao criar o novo blog, vou reciclar posts do antigo. Este é o primeiro…

Gostaria de apenas deixar claro que não faço Resenhas, elas são complexas e não é um texto simples de fazer como o mundo da blogosfera crê. Então até eu realmente criar uma RESENHA, farei posts sobre minha opinião. Espero que gostem!

PUROS.pngTítulo Original: Pure
Autora: Julianna Baggott
Série: Puros #1
Gênero: Distopia
Ano: 2012
Páginas: 368
Editora: Intrínseca
Tradutora: Flávia Souto Maior

Atualmente as distopias vêm seguindo um mesmo padrão. Porquê normalmente esses livros começam falando do ‘pós-problema’, quando tudo já está de um jeito novo do que a última geração se lembra.
Em Puros esse padrão se quebra totalmente. E por mais que o livro realmente comece a ser contado nove anos depois das Explosões (um divisor de águas entre a realidade e a distopia), os personagens que narradores, literalmente viveram esse momento e por isso o livro se torna mais intenso e confiável.

No começo do livro o que vemos é como as pessoas vivem dentro dessa sociedade sem governo. Quando as Explosões aconteceram nos E.U.A, considerei que acabou tendo dois grupos de sobreviventes.

Primeiro temos a população que tiveram ferimentos gravíssimos e praticamente incuráveis. Até hoje essas pessoas estão grudadas com objetos, partes do chão, com outros seres humanos, com animais mortos e tudo o que você imaginar. Elas vivem na miséria, num mundo onde qualquer comida que é comestível virou raridade, e vivem num terreno que era para ser impossível de se respirar desde as Explosões.
O segundo grupo são chamados de ‘Puros‘. Digamos que eles foram os sortudos escolhidos pelo Estado, à estarem seguros dentro de uma esfera confortável (o Domo) e com tecnologia de ponta para se protegerem de ataques e mísseis. As pessoas que estão fora do Domo não sabem porque tudo isso aconteceu, e nem porque a sociedade do lado de fora ainda não foi salva.

puros.JPGTemos um claro momento no começo que Pressia, nossa protagonista, nos conta o básico do básico. As mutilações, o anarquismo, o medo, e a falta de humanidade nas pessoas, criou um ambiente subitamente intenso desde o começo do livro.
O livro foi narrado por no mínimo quatro pessoas, e eu não esperava que fosse ficar tão bom quanto ficou. Não gosto tanto dessa troca de narrador quando tecnicamente não se precisa disso, mas a Jullianna fez esse detalhe ser o melhor ponto do livro.

Os personagens principais são Pressia e Partridge que possuem a companhia de Bradwell, El Capitán e Lyda. Todos eles são importantes de alguma maneira e simplesmente amei cada uma das participações.
Normalmente gosto de personagens femininas mas nesse livro amei o El Capitán que se mostrou de um jeito bem interessante para mudar a vida desses quatro adolescentes.

Cada um dos personagens estão em busca por algo. Pressia vive no terreno e vive para cuidar do seu avô. E agora que conheceu Partridge, que foi o primeiro ser humano “puro” a fugir da vida confortável que o Domo proporciona, para procurar sua mãe, Pressia quer saber porque tudo isso está acontecendo. Por que alguns entraram no Domo e outros não?

Bradwell já é o cara que vive sozinho, e faz parte de um grupo de pessoas que tem teorias sobre o que o objetivo do governo com tudo isso.

Graças à ele, Pressia fica interessada em saber de tudo e parte para uma aventura com esse dois meninos tão diferentes.
E antes que você pense que isso é um triângulo amoroso, você está errado meu caro leitor. Mas vou parar por aqui, para não dar nenhum spoiler.

Agora um ponto negativo para a Editora Intrínseca:

  • Onde está a diagramação bem formada que vocês tanto publicam?
  • E o revisor ainda trabalha aí?

Os erros fizeram uma segunda edição ser uma melhor opção para mim.
Pelo que sei o livro ainda não teve uma nova edição, mas espero que quando, ou se a demanda aumentar, eles pensem seriamente no assunto.

O livro com certeza foi uma das melhores distopias que já li, porque foi uma inesperada história intensa e muito fácil de ser lida.
O que fiquei bastante encucada, foi supor que poucos brasileiros já leram esse livro. Minha única real decepção é que ainda estou esperando pela continuação!

Então estou aqui pedindo para você, leitor eclético, a dar uma chance para o livro que me emocionou.

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